1. Origens e Primeiros Passos em Recife (Até 1994)

Eu nasci em Recife, venho de uma família por parte de mãe de floristas que saíram do interior de Pernambuco, da região de Limoeiros e Bezerro, que se estabeleceram na capital e até hoje trabalha no Cais de Santa Rita. Minha infância foi dividida entre o bairro de San Martin e o bairro do Curado, zona periférica da Grande Recife.

Foi no Curado onde fiz minhas primeiras amizades e onde tive os primeiros contatos com organizações e grupos. Fiz parte da CJC – Comunidade de Jovens Cristãos do Nordeste, um movimento de juventude católica salesiana, onde  a gente buscava intervir na realidade social e voluntariado, tendo ali minha primeira experiência com organização de grupo.

Eu estudava no Bairro da Boa Vista, área central da Recife, foi ali também na cidade que tive minhas primeiras participações políticas, quando em 1992, o Brasil fervilhava durante as manifestações do impeachment de Collor. Os carros de som das entidades estudantis passavam nas portas dos colégios convocando os estudantes para as ruas para os protestos. Vi muitos estudantes pulando os muros das escolas para irem as passeatas. Combinei com amigos e colegas de sala participarmos vestindo camisas pretas, contrariando o então presidente que dizia eu o povo deveria ir as ruas sim, mas usando verde e amarelo. O povo foi às ruas de luto, eu ficava encantado com os papéis picados que caiam das janelas, Collor, também caiu pela força dos caras pintadas, como assim eram chamados os estudantes. Esses foram meus primeiros contatos diretos com a política.

  1. Juventude, Formação e Militância em Maceió (1994 – 2009)

No final de 1994, aos 15 anos, mudei-me para Maceió para morar com meu pai, um advogado, profissional liberal e empresário. Estudei a oitava série no tradicional Colégio Guido e depois no Colégio Universitário, no bairro do Farol, onde completei todo o meu Ensino Médio.

Nesse período, fui eleito representante de classe durante todo o Ensino Médio. Em 1999 entro na faculdade de Análise de Sistemas, no ano seguinte mudo para a Faculdade de Alagoas – FAL, onde participo ativamente na fundação e Comissão Pró DCE-FAL. Em 2003, tive contato com o PSTU e me filiei ao partido em uma reunião na sede do Sindicato dos Petroleiros de Alagoas, marcando o início da minha trajetória partidária. Em 2007, já estudante da UFAL, participei da mobilização contra a Reforma Universitária em 2007, ocupando a reitoria da UFAL.

  1. A Mudança para Aracaju e a Vida Profissional (2009 – 2011)

Em 2009, já como dirigente Estadual do PSTU em Alagoas, fui convidado a me mudar para Aracaju. A regional sergipana do partido estava em grande crescimento, impulsionada pela forte presença de petroleiros. Meu objetivo inicial era ajudar na construção e estruturação do partido na cidade.

Inicialmente como profissional do partido, mais tarde comecei a atuar no mercado de trabalho. Após um breve período em uma empresa de suporte técnico de informática e rede de pagamentos que fechou, fui contratado pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para trabalhar no setor de TI (Tecnologia da Informação).

  1. Liderança Sindical e Transformação Política (2011 – Atual)

Em 2011, ingressei formalmente na categoria de servidores em conselhos e ordens de fiscalização profissional.

Minha entrada na disputa sindical se deu em 2014, no contexto do grande levante das Jornadas de Junho do ano anterior, que impulsionou a organização e mobilização na categoria. Neste ano assumi uma vacância na diretoria do sindicato. Em 2015, em uma disputa eleitoral, sofri uma derrota por uma diferença mínima de apenas 14 votos.

Em 2017, voltei a disputar e fui eleito presidente para um mandato que se iniciou em 2018. Assumi a liderança de um sindicato e conseguimos promover uma grande transformação, multiplicando o número de sindicalizados e intensificando a atuação em defesa da categoria e na prestação de serviços jurídicos. Por conta desse trabalho reconhecido, estou atualmente no meu terceiro mandato como presidente.

No ano de 2020, minha atuação se expandiu para o âmbito nacional, sendo eleito dirigente nacional, assumindo como 1º Secretário da Região Nordeste da FENASERA (Federação Nacional dos Servidores dos Conselhos e Ordens de Fiscalização Profissional), atuando em defesa dos serviços e concursos públicos.

A Ruptura Política de 2016

Em 2016, no auge da crise política que culminou no impeachment da Presidente Dilma Rousseff (o chamado golpe parlamentar), e após divergências resolvi sair do PSTU e me filiar ao PSOL. Em 2018, fui eleito Tesoureiro do diretório municipal, cargo que ocupei até 2021.

Novo Desafios

Em 2026 pretendo disputar uma indicação para Câmara dos Deputados como pré-candidato a Deputado Federal pelo PSOL Sergipe e conto com o apoio dos meus amigos, colegas de militância e jornada e da minha família.

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